Dogura e Azrael, Garireo e Litchi-Faye-Ling: as duplas deram um verdadeiro show

Finalmente a nova coluna nasceu! Seguindo no pique das novidades, a partir de hoje a Nerdmetal Brasil passa a falar de uma das coisas que eu mais gosto... Nerdices. Eu e o Waka vamos nos revezar para sempre que possível trazer assuntos bacanas e que dessa vez não vão ser sobre música, então eu acho que vai ser bem interessante. Para a estreia eu decidi falar sobre um dos momentos mais legais que o mundo gamer viveu em 2014: o EVO 2014.


Elas ainda são a minoria, mas já não é tão difícil achar times femininos de e-sports

E-sports: assunto sério ou farsa?

Muito se fala sobre isso. Jogar videogame profissionalmente seria uma novidade revolucionária, ou uma ideia tão patética que não vale a pena comentar? O assunto é polêmico e rende muita zoeira, mas falando sério, eu acredito 100% nos e-sports (eletronic-sports, ou esportes eletrônicos) como forma de carreira e acho uma das melhores ideias da atualidade.

Prova disso é ver o quanto o Twitch cresceu graças a esses campeonatos, e o quão populares são certas equipes de jogadores, mesmo no Brasil. Se você é gamer ou tem um amigo que é, a chance de ter ouvido falar de League of Legends ou Dota é grande, por exemplo. E é mais doido ainda porque alguns desses jogadores são tratados como celebridades, etc e tal.

Ainda não é uma realidade que muita gente entenda e receba bem, o que é normal. Sempre vai ter a galera do contra que critica pelo simples prazer de criticar, que nem parou 5 minutos para ler sobre o assunto, afinal isso aqui é a internet, a terra dos mal amargurados, risos irônicos. Agora, se você abrir o coração pra conhecer mais sobre os e-sports, ainda mais se tiver afinidade com games, é bem difícil não gostar.

Foi assim, bem por acaso que eu conheci o EVO.



A Copa do Mundo dos games de luta

Evolution Championship Series ou pros íntimos, EVO, é um campeonato anual de games de luta criado em 1996 (!!!) pelo Tom Cannon, conhecido por trabalhar no site Shoryuken, que ta-da.. É um site focado em games de luta. A primeira edição aconteceu em 2002 e desde então ele vem firme e forte.

Fiquei bem besta (momento Chaves) de descobrir que o campeonato é tão antigo. E eu ainda lembro como foi que eu cheguei na transmissão: graças a um post do Olhar Digital no Facebook, RISOS. Se não me engano o EVO passou em 4 canais diferentes do Twitch. O roster de 2014 teve Ultimate Marvel vs. Capcom 3, Ultra Street Fighter IV (hype), Injustice: Gods Among Us, The King of Fighters XIII, Killer Instinct, Super Smash Bros. Melee. Tekken Tag Tournament 2 e oh quem diria, BlazBlue: Chrono Phantasma, o único game que eu não conhecia.


BlazBlue também tem anime que um dia eu vou assistir

Blazquem?

Foi a mesma pergunta que eu fiz quando eu assisti as semi finais. Precisei de uma força da Wiki pra descobrir que BlazBlue: Chrono Phantasma é um game de luta 2D (ok, não essa parte) produzido pela Arc System Works, o terceiro da série Blazblue e situado depois dos eventos de BlazBlue: Continuum Shift. Achei essa coisa de ser 2D bacana, agregou valor. O game foi lançado para fliperamas em 2012, e para Playstation 3 em 2013. Um update batizado de BlazBlue: Chrono Phantasma Extend foi lançado agora em abril para Playstation 3 e 4, Playstation Vita e Xbox One.


Dogura (E) e Garireo (D). Nem a seleção brasileira na útima copa empolgou tanto!

Sobre a luta

Ela foi incrível!

Já que eu não conhecia o game acabei assistindo mais pela curiosidade, no fundo no fundo esperando que isso acontecesse com games feito Street Fighter, que na real teve uma final até bem morna. No caso de BlazBlue os primeiros 10 minutos é que são meio mornos, mas é interessante pra ver como o jogo funciona e curtir o que você consegue ouvir da trilha sonora.

Todo esporte precisa de narradores e comentaristas, certo? E-sports também pode ter, certo? Certo. A final de BlazBlue também teve, não teve? Teve. E eles deram outro show a parte porque entendendo pouco ou nada de inglês (o meu de ouvido é meio capenga), você sente a vibração deles na hora de narrar bloqueios no timing exato, combos matadores, quebras de combo improváveis e vitórias mais improváveis ainda.

O que o Garireo fez foi absurdo. Várias, várias vezes a personagem dele ficou as marcas amarela e cinza, sendo que enquanto uma delas aparece, o os golpes do adversário dão mais dano. Outras várias e várias vezes ele virou o jogo em situações impossíveis, com o medidor de vida tão baixo que um soco fraco já derrotaria ele. Garireo deu um espetáculo de sangue frio.

Méritos pro Dogura também. Ele teve uma performance incrível e também conseguiu resetar o placar algumas vezes, e sim, perdeu, mas perdeu na maior das dignidades. Agora você confere o vídeo da partida e o vídeo com um resumo das reações dos jogadores e do público, que é maneiro demais de assistir.