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| Vicky Psarakis: da lista de melhores coisas que aconteceram no metal em 2015 |
Semana passada aconteceram uma série de burrices minhas, então infelizmente esse listão acabou não saindo. Nunca é tarde para se redimir e trazer até um pouquinho de novidade dessa semana, fazer um mega listão, mas sempre com aquela variedade nível tem pra todo mundo. #Viper
Riot V
As guitarras de "Ride Hard Live Free" fazem uma ótima abertura no primeiro minuto. É meio épico e bem executado. Depois o Riot V cai num power metal semi cadenciado, não é lento, nem é frenético. Achei bacana.
Impelliteri
Tai uma daquelas bandas que eu falo que conheço, mas nunca tive aquela conspiração das estrelas para ouvir. Até hoje. O preview do álbum Venom do Impelliteri mostra um ótimo heavy clássico, destaque para "Empire of Lies". E para a arte da capa, produzida pelo Teru, ex-guitarrista do Versailles e atual Jupiter.
Dracula
O segundo vídeo de Dracula, o mais novo projeto do vocalista Jorn Lande começa meio folk e faz pensar que é uma balada (afinal, o nome "Queen of The Dead" engana), mas na verdade alterna entre momentos heavy e esses mais acústicos, coroados com a voz inconfundível de Jorn. Gostei da letra. Pouco antes dos 5 minutos começa um instrumental matador.
Toto
"Orphan" é uma música absurda e surpreendentemente agradável. O Toto ficou muito marcado por hits como "Rosanna", "Africa" ou a ótima "I'll Be Over You", então nem todo mundo (me inclua) não/nunca explorou muito além disso. A melodia é leve, pra cima, tem um pouquinho de peso, e os vocais dão aquela vontade espontânea de sorrir, o tipo de som que você se imagina ouvindo enquanto acordando dentro de um comercial de margarina ou coisa do tipo.
O Toto realmente acertou a/na mosca em manter a relativa leveza do instrumental, "Holy War" ficou gostosa e cativante de ouvir, até meio dançante. Combo vocais + back vocais rouba a cena. Música ótima para aquele dia que você ouvir alguma coisa com pé no rock, mas sem a mesma pauleira de sempre porque todo excesso enjoa. Variedade, bitches.
Adrenaline Mob
É como eu digo e realmente não canso: Russell Allen deixa você boquiaberto (a) até se cantar Parabéns Pra Você. "Dearly Departed" do Adrenaline Mob é maravilhosa do começo ao fim. Os integrantes mostram uma sintonia enorme, mas a dupla guitarra + bateria é de tirar o fôlego. Me surpreendeu, confesso.
The Agonist
Foi deveras inesperada a divulgação do vídeo de "A Gentle Disease". O que deixou as reações ainda mais divididas. A música do Agonist é toda acústica, explora muito bem o vocal da Vicky, mas ainda assim muita gente não gostou. Afinal de contas, é a internet.
Enslaved
O primeiro minuto de "Thurisaz Dreaming" não é interessante. Sim, o som é típico do black metal, mas é muito confuso, não me atrai. Entretanto, em seguida o Enslaved entra numa vibe semi sombria com vocais limpos e vai nessa até o final, o que acaba salvando a música.
Dragonforce
Direto do novo DVD do Dragonforce (que se apresenta no Brasil junto com o Epica), "Three Hammers" tem aquela atmosfera vamos matar dragões que vem desde o começo. A banda já não apela tanto para as melodias rápidas, maior mudança com a entrada de Mark Hudson, que manda deveras bem na performance dessa música.
Therion
De uma coisa eu não posso reclamar: o Therion apostou mesmo na produção do vídeo para "Initials BB". Difícil acreditar que é um cover pop! A mescla entre pop + metal + orquestração foi feita de maneira inteligente, algo que você costuma esperar de uma banda com tantos anos de estrada e metal sinfônico feito o Therion. Nerdice: a versão original de "Initials BB" é do francês Serge Gainsbourg, que em 1967 teve um affair com a atriz Brigitte Bardot, por isso o BB no título da música.
Europe
Por um tempo (bem curto) eu admirei alguns trabalhos do Patric Ullaeus, mas agora, sempre que eu vejo ele creditado como diretor de qualquer vídeo, torço o nariz adiantado e muitas vezes com razão. "War of Kings" é prova. A música do Europe empolga, tem energia, mas o vídeo clichê bem que poderia ter sido substituído por um lyric video que não teria problema.
Nightwish
Vocês sabem os meus sentimentos com relação a essa banda. O Nightwish perdeu o apelo que tinha comigo há anos e "Élan" mostrou na prática, pois não me chamou a atenção. Endless Forms Most Beautiful vai precisar de algo realmente radical para chamar a minha atenção, isso se. Mas é como diz o Asia, only time will tell. Entretanto, fica o vídeo, pois eu sei que tem uma galera que ainda gosta da banda.
Melechesh
Lembra que eu andei falando da banda em outro listão? Pois bem, a Nuclear Blast liberou o streaming do novo álbum do Melechesh, "Enki", para os fãs ouvirem direto no Youtube, 100% legal e totalmente 0800.
Diabulus In Musica
Essa é uma banda engraçada: não odeio, mas também não amo o Diabulus In Musica. Eu vivo a minha vida sem dar bola para os espanhóis, e quando eu faço isso, até não me decepciono: essa é a definição perfeita para o sentimento de ouvir "Spoilt Vampire", música que explora com dignidade os clichês do metal sinfônico. E vá lá, o clipe é bacaninha. (!)
Elveking
Tem sido um prazer acompanhar a carreira do Elvenking, galera essa que eu descobri por obra do acaso, a melhor ironia ever. "The Solitaire" tem toque leve folk e guitarras bem marcantes, sempre evocando a atmosfera dramática que cai muito bem com a voz até versátil do Damnagoras. Destaque para a quebra de ritmo por volta dos 02:30 mins que abre brecha para os back vocais.
Halestorm
Essa sim era a música que eu esperava. "Apocalyptic" me deixou com sentimentos divididos, mas "Mayhem" é incrível, redimiu toda a dúvida que eu tive antes. Lzzy Hale vem com o dobro de veneno na voz e entrega uma performance de total respeito, que os fãs vão adorar, e os haters do Halestorm vão sofrer de gravidade e cair da cadeira (risos!). A melodia é bem construída e as guitarras são nervosíssimas.



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