Eae, aqui é o Tio Waka e hoje é dia de review ao estilo de vale ou não a pena assistir e o DVD que vou analisar e trazer informações metalhead extra, é a comemoração de 20 anos do Angels Cry do AngrA!

Desde a época do show, na redação do Hardmetal Brasil, era aguardado o momento em que teriamos o review sobre o show, ou melhor (ou seria pior?), meu review e a grande expectativa sobre Fabio Lione nos vocais do AngrA. Lembra do aquecimento? Prepara o lanche, nada muito pesado no máximo dois hambúrguer de brotossauro, com suco laranja das cavernas, e vem com o tio.

O Angra surgiu em 1991 quando então na época amigos, Rafael Bittencourt e André "Arceus" Matos na época de faculdade, decidiram formar uma banda e ela era o AngrA. Tudo começou com Reach Horizon, uma demo tape e posteriormente começava o sucesso com o arrasa quarteirões Angels Cry!

Com Andre nos vocais, Rafael na guitarra, convidaram para fechar a banda Kiko Loureiro pra guitarra líder, Luis "Jesus" Mariutti para o baixo e Ricardo Confessori para a bateria. Essa foi a formação que começou profissionalmente, porém, antes houveram outros membros como Zazá Hernandes que era professor do Rafael e hoje é guitarrista do Andre Matos, wow, very irony.

O tempo passou a formação lançou além do Anjos Choram, Holy Land e escapando ilesos da maldição do segundo álbum, e alguns Compactos, e o último álbum Fireworks, com uma pegada Prog Metal Melodico.

Após o Fogos de Artificios, houve uma desavença na banda muito da cabulosa e com isso Andre, Luis e Ricardo junto com o irmão de Jesus, Hugo Mariuti, formaram o Shaman (#sdds) para continuar suas ideias enquanto Tesouro e Bittenca quase desistem da banda.

Após testes e mais testes eis que surgem Felipe Andreoli, antes de estreiar no CQC, para os baixos, virtuoso jovem seguindo a trilha da formação original. Aquiles "Polvo" Preister, que vinha tendo uma crescente na sua carreira e chegou ao ápice passando no teste. E finalizando o trio, Eduardo Falaschi, o menino de São Vicente, isso explica muita coisa do fail ... nada contra o pessoal, mas entendedores entenderão a interna regional, wow.

Com a formação nova, a banda lançou Rebirth, que reza a lenda METADE dele foi criado para a voz de Andre Matos, então imagine o retrabalho pra simplificar; Temple of Shadows, o mais aclamado com Falaschito; Aurora Consurgens que NINGUEM sabe porque existe e o Aqua, idem ao Aurora.

Após muito inferno na sua vida, Edu Falaschi tomou duas decisões na sua vida: falar que brasileiro é tudo c#%$¨de gringo e que iria sair do AngrA!


Novamente o AngrA entrou em parafuso sem um vocalista, com Rafael assumindo os vocais nos ultimos shows agendados.Em 2013, a banda participou do projeto dos manos do Stratovarius: 70.000 Tons of Metal, um misto de 50 Tons de Cinzas com os Cruzeiros do rei Roberto Carlos. Nesse shows e mais alguns, convidaram Fabio Lione, o menino dos RPG. Lione assumiu a bronca como ajuda, desafio e por ser fã da banda.

Em Agosto de 2013 eles se reuniram para gravar o DVD que seria o registro da turnê de 20 anos do Angels Cry. Originalmente, a ideia era trazer Andre e Luis para os shows, visto que Confessori já havia voltado para a banda, e Aquiles quase entrou para o Dream Theater. Andre recusou, dizendo que não seria de coração se aceitasse e que o Angra deveria acabar.

O show rolou com Lione no vocal, e agora vamos ao veredito!.

Gravado em 25 de Agosto de 2013 no HSBC Hall, e lançado no dia 1º de Novembro de 2013, o Angels Cry 20th Anniversary Tour, marca a volta do AngrA e aparentemente para ficar mesmo. O repertório varia entre todos os álbuns da banda e quase todos compactos também.

Fabio Lione nós trás duas noticias, uma boa e uma ruim para o DVD: a ruim é não ter Andre Matos, e a boa é que ele não decepcina like Falaschi.

Começando com "Angels Cry" muito bem adaptada a sua voz, temos uma abertura digna dos bons tempos e do que esperamos para uma continuação sem que nos faça pedir por um Delorean para a banda voltar aos anos 90.

Em uma entrevista, Fabio Lione teve humildade mais rápido que o antecessor para admitir as dificuldades de cantar no AngrA:

Como foi o processo de adaptação para cantar as músicas do Angra? Alguma música foi particularmente complicada para você?Bem, isso depende. A banda teve dois vocalistas diferentes e o estilo deles não bem o mesmo. O estilo do André Matos é bastante peculiar, único, enquanto o do Edu Fallaschi é mais “clássico” e variado. No meu caso, eu não tenho a necessidade de imitar ninguém. E meu estilo se encaixa com a banda. Acho que consigo imprimir mais “cores” nos vocais de algumas canções e algumas músicas do primeiro álbum não são particularmente fáceis de cantar, devo confessar. Porém, no geral, gosto de todas as músicas e do resultado que tivemos.

Minha voz é, provavelmente, mais forte e mais versátil às vezes. E, honestamente, eu acho que a banda soa mais pesada e encorpada. E isso é muito massa!

Com essa frase, Lione dá um tapa na cara do pessoal que diz que quem reclama do Edu era hatter. Aonde está seu Deus agora?

Seguindo no setlist embalam lindamente "Nothing to Say" novamente bem adaptada. Fabio soube levar bem as músicas para seu estilo, fazendo com que muitos agudos originais diminuam de tom ou até mesmo, tornem-se notas graves. Nem todas as vezes isso funcionou, mas quando funcionou ficou muito bom.

"Waiting Silence" já fica mais a cara dele, afinal o tom do Edu era mais cantável. Na sequencia uma balada bem modificada mas que gostei do resultado, "Lisbon" não ficou sem identidade com a alteração vocal.

Ao chegarmos em "Milennium Sun" Kiko realiza a intro nos teclados, para depois a banda detonar tudo.

Em geral as músicas ficaram ótimas, com alguns momentos e participações a se destacar. Ricardo Confessori é o único que parece ter ficado apagado no show. Kiko e Rafael funcionam ainda muito bem. Na hora de cantar "The Voice Commanding You", Bittenca dá um cutuco em Matos soltando "Pra quem achava que nós deviamos acabar, nós estamos apenas começando", tirando todo o discurso bonito que estava sobre o retorno da banda devido aos fãs.

Em outra parte, mais acustica rolando "Reaching Horizon", Kiko agradece abertamente a todos que passaram pelo AngrA e diz que as portas estão abertas. Fica a pergunta, eles ainda querem o Andre ou estão abertas para mais gente sair?

Anyway, nas participações especiais temos a Família Lima em peso, já que Amon Lima toca no Bittencourt Project; Amilcar Christófaro baterista do Torture Squad; Tarja Turunen a cúpido de Kikinho e que dessa vez não caiu em uma cilada! Uli Jon Roth, ex-Scorpions.

Na hora derradeira, "Carry On", Lione novamente entregou a rapadura e se omitiu nas partes mais altas e pra piorar, sua voz falha para finalizar a música e ironicamente, numa parte que não há tanto esforço para realizar.

Para os fãs e para quem gosta do som da banda, o DVD é mais do que recomendado. O show é melhor que o DVD do Rebirth em todos os aspectos, ressaltando que sabendo somente 3 palavras em português (Eu, Sou, Groot, nessa ordem, mentira lol) Fabio Lione consegue ser mais interativo que o Falaschi que se resumia a dizer "vamos ver quem é mais metal, aqui, em, São, Paulo, hehehe"


  1. "Angels Cry" (Matos, Bittencourt)
  2. "Nothing to Say" (Matos, Loureiro, Confessori)
  3. "Waiting Silence" (Bittencourt, Loureiro)
  4. "Lisbon" (Matos)
  5. "Time" (Matos, Bittencourt)
  6. "Millennium Sun" (Loureiro, Bittencourt)
  7. "Winds of Destination" (Bittencourt, Loureiro)
  8. "Gentle Change" (Bittencourt, Confessori, Mariutti)
  9. "The Voice Commanding You" (Bittencourt)
  10. "Late Redemption" (Loureiro, Bittencourt)
  11. "Reaching Horizons" (acústico) (Bittencourt)
  12. "A Monster in her Eyes" (acústico) (Bittencourt)
  13. "No Pain for the Dead" (Loureiro, Bittencourt)
  14. "Stand Away" (Bittencourt)
  15. "Wuthering Heights" (Kate Bush)
  16. "Evil Warning" (Matos, Bittencourt, Antunes)
  17. "Unfinished Allegro" (Matos)/ "Carry On" (Matos)
  18. "Rebirth" (Loureiro, Bittencourt)
  19. "In Excelsis" (Loureiro)/ "Nova Era" (Falaschi, Loureiro, Bittencourt, Andreoli)
  20. "Gate XIII" (Loureiro, Bittencourt, Falaschi)