Por motivos de força maior (às vesperas do 3º jogo meu PC tinha parado) e dramas extras (defesa de monografia que finalmente passou), a parte final do #VaiTerMetal acabou atrasando, mas não falhou. Hoje vamos a ela, mas para compensara espera, ao invés de cinco bandas vou falar sobre dez, demonstrando que sim, a cena brasileira é complicada, mas existe coisa boa pra gente garimpar.
O especial estava programado pra sair mais cedo, mas não foi possível, então fica como um alerta: heavy metal sempre tem. Com ou sem hexa. Perdeu as 2 partes anteriores? É só clicar aqui e aqui para conferir.
O especial estava programado pra sair mais cedo, mas não foi possível, então fica como um alerta: heavy metal sempre tem. Com ou sem hexa. Perdeu as 2 partes anteriores? É só clicar aqui e aqui para conferir.
Shadowisde
Sinto uma pontinha de nostalgia ao falar do grupo, pois o começo do Hardmetal Brasil foi impulsionado pelas entrevistas que tive a oportunidade de fazer com a Dani Nolden, a simpática vocalista da banda. Na época a ascendente Shadowside divulgava o álbum "Dare to Dream", excelente coincidência para uma blogueira iniciante, e desde então só cresceu.
"Inner Monster Out" veio em 2011 e agradou pela rápida evolução a custo um grande esforço, porém bem recompensado. A faixa título (a que eu trago) tem a participação suave de Björn Strid (Soilwork), Niklas Isfeldt (Dream Evil) e Mikael Stanne (Dark Tranquillity).
Ah, claro: as entrevistas você pode ler aqui e aqui.
Malta
Mesmo não tendo assistido, fiquei muito feliz de saber da participação da banda no reality show "Superstar" da Rede Globo. O Brasil precisa de ao menos meia dúzia de Ari Koivunen surgindo nessas competições, e os caras comprovaram a minha teoria com o tamanho do feedback positivo que as performances e a vitória renderam.
E eu trago duas dessas apresentações, quebrando a regra do especial. Durante a final a banda Malta fez uma apresentação sem valer pontos e tocou nada menos que "Against All Odds", grande hit romântico de Phil Collins, o Mestre da blogueira que vos fala.
Querem uma música autoral? Vamos ao outro vídeo: "Diz Pra Mim", ótima baladinha com clima Aerosmith que também passou pelo programa.
Akira
Se você curte hardcore e não conhece o Akira, eis a oportunidade. Na estrada desde 2009, a banda lançou ano passado o álbum "O Monstro que Criei", liberando as 18 faixas para download gratuito no site oficial (custando apenas um share no Twitter ou Facebook), e no canal da banda no Youtube. "Longe Demais" é a faixa que eu trago.
Amazon
Ter mais outra banda com vocal feminino no especial? Pode sim.
O Amazon ficou conhecido por volta de 2000 e seu primeiro álbum, "Victoria Regia", rendeu ao grupo um ótimo feedback, além das aberturas para Nightwish e Epica em solo brasileiro. Agora a banda se prepara para lançar "Rise!", terceiro álbum de estúdio que tem a produção ilustre de Amanda Somerville (Avantasia, Epica, entre outros) e Sander Gommans (ex-After Forever).
Apesar de não ter uma data de lançamento definida, duas músicas divulgadas pela banda via Soundcloud. Uma delas é "The Path".
Uma das coisas que eu achei mais legal no Baranga é a marotice do som, mais puxado pro rock clássico, bem animado e divertido, um vocal rasgado que combina perfeitamente com a vibe, às vezes lembrando o Matanza. E isso é bem bacana. Detalhe também pras letras em português, derrubando dia após dia aquele discurso chato de que banda que canta no nosso idioma não compõe letras legais.
Pra ilustrar o que eu disse assistam o lyric video da divertida "Chute Na Cara", cujas guitarras me lembram alguma banda dinossaura do rock, mas que infelizmente eu não consigo associar. Quem tiver uma ideia, deixe aí nos comentários.
Mindflow
A banda anda sumida tem alguns meses, não dá sinal mais ou menos desde março, quando a última notícia que eu li foi sobre a banda estar produzindo o novo álbum de estúdio. Entretanto, o som que eu trago é um pouco mais antigo, um dos meus favoritos: "Break Me Out", direto do álbum 365, trabalho que teve uma das divulgações mais criativas que eu tive notícia.
Todo mês a banda gravava uma música e disponibilizava para download. Gratuito. Só que para obter a dita música, você precisava divulgar ela para um certo número número de amigos e assim desbloquear o link de download. Criativo e efetivo. Break Me Out me conquista até hoje pela interpretação carregada de sentimento do vocalista Danilo Hebert.
Ankhalimah
É verdade que a boa parte das bandas surge em São Paulo, mas isso não me incomoda. É um fenômeno bem compreensível, e esse barrismo que cria rivalidades bobas é muito, muito chato. Mesmo assim sempre vou buscando sons de outros Estados, e claro, tenho um grande orgulho em encontrar cariocas competentes igual os do Ankhalimah.
"Edge of Madness" é faixa do debut "I", que pode ser baixado gratuitamente no site da banda. A introdução tem um teclado incrível, a paradinha que dá espaçopara os violinos é linda, o solo é bem executado, e os vocais são diferentes do que se ouve de bandas com pegada power, uma diferença bem-vinda.
Forkill
Mais heavy metal da Cidade Maravilhosa? Pode também. Os cariocas do Forkill fazem um thrash metal nitidamente influenciado pelo gigantes da Bay Area feito Slayer, Testament e Exodus. Os íntimos dessa sonoridade vão gostar de ouvir a banda, e até mesmo os nem tão íntimos. Digo por mim que nunca fui a fã mais exemplar de thrash, mas gostei do Forkill.
A gente assiste o clipe de "Breathing Hate", parte do EP de mesmo nome.
Arandu Arakuaa
Pense no álbum Holy Land do Angra. Lembre da sonoridade. Agora esqueça, pois a ideia de fundir metal e música brasileira do Arandu Arakuaa é mais incrível ainda. É possível dizer que a banda cai melhor no rótulo de folk metal, mas como ser justo ao definir um som com guturais, vocais limpos, cantado em tupi, que é pesado e ainda usa a música indígena?
"Aruãnas" é parte do álbum Kó Yby Oré, e melhor do que eu ficar aqui explicando a música, é deixar, dar a dica, se possível intimar (mas com toda a educação) vocês a assistirem o clipe. Vale muito a pena mesmo.
Ecliptyka
Pra encerrar, mais uma banda com vocais femininos. Essa é até mais conhecida, mas vale pra mostrar até para mim mesma que existe female fronted no país, mesmo que não seja tão fácil assim de encontrar. Uma coisa bacana é o fato de o Ecliptyka usar 3 vozes, fórmula atualmente bem explorada por exemplo, pelo Amaranthe.
Assim fechamos o especial #VaiTerMetal com "Times Are Changed", faixa do álbum de mesmo nome que vai ser lançado daqui menos de 1 mês.



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