Por muito tempo o DELAIN viveu no female fronted debaixo da sombra de outras bandas, sendo sempre querido, mas correndo por fora quando a sua popularidade era comparada aos demais grupos. Entretanto, a dedicação constante se resultou em amadurecimento musical, e numa das melhores performances até então.
"The Human Contradiction" é o desdobramento do tema que surgiu em "We Are The Others": o direito a individualidade, questionando as pressões sociais e a maneira como elas afetam nosso mundo interior e exterior. Esse é um ponto super positivo, pois tal como conversamos na última resenha, é o uso do poder de falar com milhares de pessoas e propor uma reflexão, tendência que se estabeleceu de uns anos para cá.
As músicas ficaram mais pesadas, e têm uma série de riffs animados que dão mais substância as melodias, as orquestrações foram sutilmente reduzidas, o que deixa o disco com uma aura ainda mais pesada. Em compensação elas ganharam uma cara mais imponente, back vocais agradáveis, e todos fazem companhia a um belo piano.
As músicas ficaram mais pesadas, e têm uma série de riffs animados que dão mais substância as melodias, as orquestrações foram sutilmente reduzidas, o que deixa o disco com uma aura ainda mais pesada. Em compensação elas ganharam uma cara mais imponente, back vocais agradáveis, e todos fazem companhia a um belo piano.
Entretanto, o pulo do gato é Charlotte Wessels. Nitidamente usando a voz de maneira mais ampla, ela nos oferece um contraste muito bem-vindo, pois passam os anos, mas a sua interpretação mantém dois traços marcantes e famosos entre os fãs: o sotaque delicado e a essência não agressiva do timbre, detalhe que encanta e envolve sem dificuldade.
E claro, também temos os infalíveis feats. Marco Hietala mais uma vez demonstra a química que tem ao cantar com a Charlotte, enquanto George Oosthoek faz uma parte dos guturais. A novidade fica por conta de Alissa White-Gluz, que faz os guturais e back vocais limpos da última faixa, e eu penso comigo por que não aproveitaram a voz dela para fazer os guturais do disco em geral.
E claro, também temos os infalíveis feats. Marco Hietala mais uma vez demonstra a química que tem ao cantar com a Charlotte, enquanto George Oosthoek faz uma parte dos guturais. A novidade fica por conta de Alissa White-Gluz, que faz os guturais e back vocais limpos da última faixa, e eu penso comigo por que não aproveitaram a voz dela para fazer os guturais do disco em geral.
Destaques
Stardust
Numa definição divertida e bem realista, esse é o som das góticas da balada. Stardust tem um começo quieto, que cresce bem e não perde a força, uma música cativante e de fato ideal pra virar single tal como aconteceu;
My Masquerade (faixa favorita)
Desde as versões ao vivo essa era a faixa que eu mais queria ouvir. My Masquerade ganhou uma das interpretações mais atraentes da Charlotte, um bom apoio do piano e um refrão inusitado, porém super válido. A letra da música também merece destaque;
Tell Me, Mechanist
O que eu mais gosto em Tell Me, Mechanist são as mudanças de tempo e os guturais, usados na medida certa, tornando mais interessante uma música cuja melodia é relativamente simples de absorver. A bateria também chama a atenção.
The Human Contradiction coloca o Delain na primeira do female fronted, mesmo que a banda tenha uma carreira relativamente curta, que em 2014 completa 9 anos. Correr por fora acabou sendo ironicamente útil, pois deixou os integrantes fora de certas polêmicas por um bom tempo e deu a chance de focar ao máximo na música.
Não, eu não esqueci do rolo com a antiga gravadora. Entretanto, eu diria que foi um teste necessário para ensinar o Delain o caminho das pedras e da teimosia em defender as próprias ideias, tendo os esforços recompensados com um contrato novo e mais respeitoso, saindo da Roadrunner Records e indo para a Napalm Records.
A sonoridade do play pode não ser inédita ou inovadora, mas é efetiva, gostosa, e o conceito por trás das letras merece todos os aplausos. Vale a ouvida.
Martijn Westerholt – Teclados
Charlotte Wessels – Vocais
Sander Zoer – Bateria
Otto Schimmelpenninck van der Oije – Baixo, back vocais
Timo Somers – Guitarra
Tracklist
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