
Bandas com prazo de validade têm sido uma tendência na música em geral, e até mesmo o heavy metal não tem escapado com sucesso desse mal. Entretanto, podemos nos orgulhar com o mais novo disco do Amaranthe, que traz um metal melódico, pesado e claro, dançante. Sem dúvidas o melhor lançamento de 2013 até o momento.
A desconfiança que as novas bandas da cena female fronted sofrem é chata, porém normal. Depois de anos ao som de um determinado número de bandas, torna-se complicado abrir a mente ao novo, o que causa uma crise crônica no nosso bom senso musical. Corremos o risco de perder a chance de ouvir pérolas tal como The Nexus, novo lançamento do grupo sueco que é fenômeno desde 2011.
A desconfiança que as novas bandas da cena female fronted sofrem é chata, porém normal. Depois de anos ao som de um determinado número de bandas, torna-se complicado abrir a mente ao novo, o que causa uma crise crônica no nosso bom senso musical. Corremos o risco de perder a chance de ouvir pérolas tal como The Nexus, novo lançamento do grupo sueco que é fenômeno desde 2011.
O disco é a relação perfeita entre modernidade e peso, fundindo os dois e dando vida a uma sonoridade irresistível e mais coesa se compararmos ao disco homônimo, que conquista a atenção sem muito esforço, mas que peca por um pouco de excessos. Logo no começo de The Nexus já podemos ouvir a principal mudança que é o maior espaço da guitrarra, determinando o ritmo das melodias com muita atitude.
Já os teclados (elemento chave no som do Amaranthe) tiveram o som diluído. Agora podemos ouví-los andando lado a lado com a música, e não à frente, o que causava uma forte irritação no espírito do ouvinte. Essa foi outra mudança extremamente acertada, pois tornou The Nexus dinâmico e facilmente viciante: estou ouvindo há duas semanas sem parar.
Já os teclados (elemento chave no som do Amaranthe) tiveram o som diluído. Agora podemos ouví-los andando lado a lado com a música, e não à frente, o que causava uma forte irritação no espírito do ouvinte. Essa foi outra mudança extremamente acertada, pois tornou The Nexus dinâmico e facilmente viciante: estou ouvindo há duas semanas sem parar.
No quesito voz também houveram melhoras: Jake, Andreas e Elize Ryd soam mais entrosados e exploram bem a vantagem de uma banda com três vocalistas, onde Andreas acaba brilhando um pouco mais que seus companheiros. Dono de um gutural potente e epolgante, deu ao disco um toque maior de death melódico, o que no fundo soa como uma boa coisa.
Destaques
Destaques
The Nexus: primeira faixa a virar single, tem refrão pegajoso e um solo de guitarra inesperado, mas bem trabalhado. O clipe oficial tem produção para deixar qualquer Call of Duty morrendo de inveja;
Razorblade: se após ouvir a primeira parte do disco você desanimar, Razroblade resgatará a sua fé. A música surpreende pelo ritmo rápido com cara de música de balada, e ainda assim mantém o peso. Minha música favorita;
Conclusão
No final do ano tenho certeza que The Nexus ficará entre os melhores de 2013. É um disco viciante, bem pensado, rápido, fazendo um heavy metal sem compromisso de ser true from hell, e vai agradar sem fazer força a quem quiser um pouco de novidade da parte do tão saturado female fronted.
Formação
Elize Ryd - vocais femininos
Jake E - vocais masculinos (limpos)
Andreas Solveström - guturais
Olof Mörck - guitarra e teclados
Morten Løwe Sørensen - bateria
Johan Andreassen - baixo
Tracklist
1. Afterlife
2. Invincible
3. The Nexus
4. Theory Of Everything
5. Stardust
6. Burn With Me
7. Mechanical Illusion
8. Razorblade
9. Future On Hold
10. Electroheart
11. Transhuman
12. Infinity


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