Semana passada saíram duas notícias interessantes, principalmente porque ambas apontam para a mesma direção: o crescimento do streaming de quadrinhos como a nova tendência do entretenimento.
Essa realidade já existe. E tem plataformas 100% brasileiras! Elas são a Cosmic, do Ceará, e a Social Comics, de São Paulo, com mais de 1.800 quadrinhos online e com pagamento de uma assinatura mensal, o usuário tem acesso ao conteúdo via web, Android e iOS.
Essa é a tradução física de um mercado onde mais de 90% das editoras brasileiras já demonstraram interesse em disponibilizar seus quadrinhos via streaming, e de editoras internacionais (algumas que nem chegaram ao Brasil) estudam a possibilidade. Entretanto, a ideia não está salva de problemas conhecidos.
Essa é a tradução física de um mercado onde mais de 90% das editoras brasileiras já demonstraram interesse em disponibilizar seus quadrinhos via streaming, e de editoras internacionais (algumas que nem chegaram ao Brasil) estudam a possibilidade. Entretanto, a ideia não está salva de problemas conhecidos.
O primeiro é a questão dos direitos autorais dos criadores, coisa que ainda assombra as plataformas de streaming em geral, por isso a negociação e liberação de conteúdo é cautelosa e complicada, a exemplo do que se vê com o Netflix. Ainda assim, o pessoal garante que tem quadrinho novo todo mês.
O segundo é ela, a infame pirataria. Da mesma forma que não é difícil baixar um filme, o mesmo acontece com os quadrinhos. Desânimo? Não! As plataformas também garantem ter potencial para convencer os leitores de que o streaming é uma ideia melhor, argumento esse sustentado por mais de 800 artistas brasileiros que encontraram na plataforma um meio de divulgarem seus trabalhos.
Só que não para por aí. A notícia chega no mesmo momento em que o Crunchyroll, famoso serviço de streaming de animes, anunciou os planos de traduzir mangás para o formato digital! Vale explicar: o Crunchyroll Mangas já existe, porém o conteúdo está apenas em inglês, e apesar de ter um acervo razoável, a barreira do idioma ainda afasta parte do público.
Entretanto, Swyanne Teófilo, chefe da redação do Crunchyroll Brasil, publicou no fórum da plataforma que a área de mangás saiu da fase beta, abrindo as portas para o Brasil conseguir, num futuro próximo, os direitos de tradução de alguns títulos digitais. Não é algo previsto para acontecer esse ano, infelizmente, mas com a grande popularidade do Crunchyroll na América Latina, a esperança é de que a novidade não demore para virar realidade.
Assim, da mesma forma que há alguns amos o mundo viu as discussões causadas pelo crescimento dos livros digitais e kindles, a tendência do mercado de quadrinhos e mangás é a similar, afinal muitos ainda compram edições físicas para ler e colecionar. Mas ainda assim é algo para ver com bons olhos? Por quê não? Afinal, no fim do dia quem mais tende a ganhar é o público, pois oferta gera demanda e incentiva o surgimento de mais novidades.



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