O assunto não é exatamente dentro da nossa pauta, porém alguém com o mínimo de sensibilidade não deixaria de fazer a menção honrosa ao Alan Rickman. Afinal, a semana tem sido deveras louca para o entretenimento, e infelizmente o ator é outra vítima do câncer que o mundo perde nesta quinta-feira (14) aos 69 anos.
(além de totalmente off da nossa pauta, o falecimento do humorista Shaolin)
O britânico de Londres é um dos atores mais queridos da Terra da Rainha, dono de uma carreira respeitosa. Nascido em 1946, veio de família humilde com mãe dona de casa e pai operário, o que ainda assim não o impediu de sonhar. O casal teve quatro filhos, e seu pai faleceu quando ele tinha oito anos. E ainda assim ele não desistiu de sonhar, mostrando aptidão para as artes e dedicação na escola, ganhando uma bolsa de estudos em uma escola particular em Hammersmith, onde começou a fazer teatro.
Formou-se em design gráfico (#respeito) e até chegou a trabalhar em um jornal, mas não demorou para o chamado do teatro o alcançar. E foi aí, antes do cinema e da TV, onde Alan Rickman brilhou. Aos 25 anos ele entra para a famosa Real Academia de Artes Dramática (RADA, em inglês), terminando o curso de atuação em 1974. Na época o ator trabalhava para pagar os gastos e recebeu vários prêmios da instituição, incluindo um de melhor aluno. O passo seguinte foi marcar presença em três edições no Festival Internacional de Edimburgo, na Escócia.
Em 1985 Alan Rickman interpretou o personagem principal da peça Les Liaisons Dangereuses (Ligações Perigosas), que chegou à Broadway em 1987. O papel se se transformou na indicação ao Tony Awards e ao Drama Desk Awards, a compensação pelo esforço e a luta constante pelo sonho. O trabalho então chamou a atenção dos produtores do filme Duro de Matar, que o chamaram para um dos papéis mais importantes de sua carreira no cinema: o vilão Hans Gruber.
A partir daí o nome do ator só cresceu, acumulando no currículo sucessos como Duro de Matar, Um Romance de Outro Mundo, o icônio Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet, onde interpretou o juiz Turpin, e a comédia romântica Simplesmente Amor. Na TV, Alan Rickman viu o sucesso pelos trabalhos em Rasputin, que lhe deu o Globo de Ouro de Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme, e o Emmy. Coloque na conta mais quatro indicações ao BAFTA (o Oscar britânico), que ele venceu em 1992 como o Xerife de Nottingham em Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões.
Entretanto, o papel de possível maior reconhecimento da sua carreira é o do Professor Severo Snape durante os oito filmes da franquia Harry Potter.
E além de ator, ele também trabalhou como diretor. Seu primeiro filme foi Momento de Afeto (1997), e o recente Um Pouco de Caos, protagonizado por Kate Winslet.
Ainda este ano os fãs poderão ver Alan Rickman no filme Eye In The Sky, com Helen Mirren, e ouvi-lo na voz da Lagarta Azul de Alice Através do Espelho, continuação de Alice no País das Maravilhas.
Fãs, parentes, amigos, admiradores, fiquem com os respeitos do HMBR. Excepcionalmente e em respeito ao momento, o Post de Quinta que nós traíamos hoje fica transferido para a semana que vem.



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