Eae seres inumanos quase pensantes.

Todo mundo mais perdido do que se tivesse virado à esquerda em Albuquerque?

Finalmente chegou o dia de 4,722 Hours, o episódio que torturou o coração dos fãs e deixou mais dúvidas que respostas.

Com certas inconsistências de continuidade, e a ótima performance da atriz Elizabeth Henstridge, vimos a "estadia" de Jemma Simmons no planeta que ninguém ainda sabe qual é, mas que de certo tem papel importante, senão o motivo desse mistério todo seria inútil. Eu quero acreditar assim. (!?)

Não digo que fui surpreendida (100%), mas fiquei satisfeita, mesmo com a confusão que o episódio deixou na minha cabeça, MAS há males que vem para o bem: Jemma pode pela primeira vez em muito tempo se abrir emocionalmente, e dar esse direito a uma vítima de Stress Pós-traumático é uma mensagem deveras importante.

Vamos aos destaques?



1) Cenário bem criado
Começamos de onde a segunda temporada terminou, nada mais justo. Agents of Shield melhorou em matéria de produção, por isso a forma como criaram o planeta misterioso ficou até bem comprável.

Até a tela de título foi diferente! Silenciosa, com take do espaço ao fundo. Ficou bonito, meio épico e tenso. Deviam investir nessa ideia mais vezes.

Já a estrutura do planeta, intriga. Apesar de predominar a noite, não vi uma reclamação aberta sobre frio, e sim sobre a ausência de sol. Essa cena, por sinal, foi emocionante e incrível. Ausência de fauna visível, mas a existência de uma planta-monstro que come sabe Deus o quê (!?).

Tempestades de areia, portais que se abrem em intervalos parecidos com os ciclos das marés, terreno rochoso que se modifica sozinho? Além de um amontoado de bambu (vou chamar de "bambu" pra simplificar) por ironia perto da única lagoa visível. Nem tudo fez 100% de nexo, mas eu gostei, até.



2) Elizabeth Henstridge
O destaque óbvio do episódio. A atriz entregou uma ótima atuação, com pinceladas da Dra. Jemma Simmons clássica até virar a sobrevivente com olhar obscuro sobre a vida. Pode me chamar de boba apaixonada.

É muito interessante ver como FitzSimmons aprenderam a funcionar sozinhos, coisa que no começo ninguém acreditaria. Descobrimos até o motivo de Jemma saber tanto sobre as estrelas, o momento aww do episódio.

O universo Marvel carecia muito disso, desse toque que fugisse da breguice dos filmes, e mostrasse de perto a vida Shield, coisa que apenas Capitão América 2 meio que fez.



3) O planeta misterioso continua misterioso
Esses roteiristas foram filhos da mãe. Bem sagazes. Finalmente revelaram um dos mistérios da temporada, mas de forma que ainda dá para explorar a trama no futuro. Seria esse planeta o inferno? (Helheim) A Zona Azul da Lua? Um lugar que existe, porém é pouco popular no mainstream da Marvel?

Isso é outra coisa que eu adoro na série. Os roteiristas não transportam os elementos das HQs literalmente, eles pegam uma coisa ali, outra aqui, juntam opostos, dão outra interpretação... Para quem escreve é uma delícia ver esse tipo de trabalho.

Por isso é difícil dizer que planeta é esse. Pode ser um muito óbvio, ou um 100% inesperado. A única coisa que eu sei e insisto, é: tem que ser coisa importante, que justifique o alarde.



4) Will: o desaparecido mais conservado do espaço
Saber que a NASA mandou uma expedição pelo monolito me deixou feliz. Gosto dessa conexão entre o universo Marvel e a vida real, a única razão pela qual além da Viúva Negra, o Capitão América é o único Vingador (dos cinemas) que eu gosto.

Mas do mesmo jeito nada fez/faz sentido total. Will é bem conservado demais para um cara que vive há 14 anos no espaço. Tem roupas até inteiras, bebida (que eu suponho ser água), comida, que dificilmente ainda é a dada pela NASA. Sendo assim, de onde essa comida vem?

E outra:

Para quê ter uma cela?

Não sei se ele é o único ser vivo/humano do planeta, mas o primeiro ele não é. Lembram do rapaz do século 18 que atrevessou o monolito no começo de Purpose In The Machine?

Minha teoria é que Jemma caiu numa parte desabitada do planeta, afinal, manter o suspense é preciso. Ela até chegou bem perto da infame "Zona Proibida", mas o Will a ~resgatou~ bem rápido.

Vi duas teorias rolando por aí: Will pode ser uma alucinação da Jemma, ou ser a personificação da coisa encapuzada que aparece no episódio. Ou ele até pode ser mesmo um humano de carne e osso. É que essa série desperta o pior da minha desconfiança.



5) O futuro é uma incógnita
Sabemos que Fitz vai ajudar Jemma a voltar ao planeta. Agora se vai ser com o resto do time, ou apenas entre os dois, pelo quê eles irão voltar, só o tempo vai dizer.

Fiquei com a leve sensação chata de que seria pelo Will. Romanticamente. Porque isso anularia toda a relevância do arco do Stress Pós-Traumático. Se for humanamente falando ainda é mais aceitável

Se for para finalmente poder desbravar a Zona Proibida, tomada pela curiosidade clássica da Dra. Jemma Simmons, faz mais sentido ainda. Afinal. agora ela "sabe" como ir e voltar pelo portal.


E esse foi o 5° giro da terceira temporada. De certo não sabemos tudo sobre o planeta, pois a visão que nós temos dele veio a partir da perspectiva da Jemma. O saldo desses 5 episódios é bom, salvo pouca coisa eu estou satisfeita com o que veio até agora.

Na próxima terça (3) a promessa é de muito samba: "Among Us Hide..." terá mais Hidra, mais Shield x ATCU, Melinda May voltando pra Shield, Bobbi Morse voltando às missões de campo, as duas juntas e não olha pro lado, Ward. Porque quem vai passar é o bonde.

Ah! Também terá a estreia de Powers Boothe em mais um papel misterioso.

Quem viver verá.

E se eu for uma desses sobreviventes, volto com o próximo texto.

Enquanto isso, vamos com a preview: