Mas tal como eu previa, o preconceito raso e a critica boba foram silenciadas de imediato com o lançamento de Eye of Providence, primeiro álbum com a vocalista Vicky Psarakis que oh quem diria, a gente aqui no site já conhecia. Eu tinha muitas expectativas sobre a performance dela, e essas foram mais do que atendidas com "Disconnect Me" e "My Witness, Your Victim", mas ao mesmo tempo "A Gentle Disease" e "Perpetual Notion" me deixaram na dúvida. Já "Gates of Horn And Ivory" me deixou na curiosidade.
Então.. Por que ouvir Eye of Providence?
Porque eu digo e repito: qualquer crítica preconceituosa que você tiver, vai cair ao ouvir o álbum. O Agonist não só não regrediu no som (em termos de qualidade), coisa que muita gente esperava com a saída de Alissa White-Gluz dos vocais, mas como tem um futuro promissor com a Vicky. Mesmo. Embora o álbum não seja a obra prima do death melódico da nova década, é um trabalho sólido, bem produzido, e que deixa você positivamente ansioso(a) pelo futuro do grupo.
Enquanto a crítica apontou em Prisioners alguns elementos black metal, Eye of Providence veio na linha do metal moderno. E eu até prefiro, pra ser sincera. Tem um punch mais metalcore também. A banda soa totalmente renovada, claramente preferindo ficar no terreno mais conhecido -a consistência do som melódico ao invés de ideias mirabolantes- o que foi uma boa escolha. Dar esse "passo para trás" permitiu a banda absorver com sucesso a sua principal mudança, de forma que a Vicky pode se esforçar para causar a melhor primeira impressão. Deu certo.
As estruturas das músicas ficaram mais simples e repetitivas, o que não é uma coisa ruim. O som está razoavelmente acessível, ideal para cativar novos fãs e porque não, resgatar o interesse dos antigos que ficaram pelo meio do caminho. A bateria segue um padrão de ritmo fácil de identificar depois de um tempo, e a produção em todo momento privilegia a simplicidade e a "limpeza" em termos de som.
Mas vamos falar deles: os vocais
Independente da vocalista, o Agonist mostra que a sua principal peça ainda é a voz. Começaram com Alissa White-Gluz, que seguiu os caminhos do Arch Enemy, e agora com a Vicky essa regra sem mantém. Quem é a melhor? Nenhuma das duas. Ambas têm qualidades e não é pecado você gostar das duas.
Eye of Providence tem mais ou menos tem torno de 70% de vocais limpos, o que não me assusta. Vicky (que é grega) não tem experiência anterior com guturais e gritos agudos altos. Então acha que não foi corajoso assumir a frente da banda? Foi e muito. Indo além eu deixo até uma opinião bem pessoal: nem a própria Alissa acertava 100% desse tipo de vocal. Não poucas vezes eu ficava irritada em algumas músicas, sendo que eu sempre gostei mais da voz limpa dela.
Agora que a Alissa entrou para o Arch Enemy, entretanto, a sua voz ficou muito mais agressiva e consistente, afinal o uso de voz limpa na banda é de mínimo a nenhum. Vicky, por outro lado, em vários momentos deixa difícil entender o que ela canta num verso gutural, falta de experiência na pronúncia/dicção que o tempo vai corrigir. Em outros ela vai muito bem e nem parece assim tão iinexperiente
Sobre a voz limpa da Vicky: eu gosto dela por demais. Tem cor, sentimento, um bom alcance é você se apaixona facilmente logo na primeira ouvida, prova disso foi a deve obsessão que eu criei com "Disconnect Me" nas semanas depois do lançamento.
Destaques
"My Witness, Your Victim": é uma música dinâmica que tem a melhor performance do vocal agressivo da Vicky. O começo é épico e eu gosto da forma como a banda conduz a música, que embora seja bem melódica, de delicada não tem nada;
"Faceless Messenger": o que mais me deixou curiosa aqui foi a letra. Seria uma resposta aos trolls e haters da internet? Fica a dúvida registrada. Também tem uma clara reflexão sobre como isso anda afetando os nossos relacionamentos, e nesse ponto.. O Agonist foi mais do que certeiro;
"Disconnect Me": e claro que se eu tanto elogiei essa música, ela seria um dos destaques. Gosto muito do trabalho da bateria aqui, bem embalada. O refrão é a cereja do bolo e vai fazer você repetir a música algumas vezes.
Conclusão
Na semana que a vocalista Vicky Psarakis completou 27 anos de idade, quem ganhou o presente fomos nós. O Agonist está mais interessante e coeso, e ambas as partes se entrosaram muito bem: um precisando de vocalista, a outra precisando de banda. Como o Eye of Providence poderia dar errado?
Ok, ok. Poderia dar errado, mas eu acredito que os dois os lados reconheceram os seus limites, juntaram forças para crescerem juntos, à base de bons riffs de guitarra marcante. O resultado é pesado, melódico e cativante. O female fronted cresce em qualidade porque se essa é a primeira impressão que a nova formação deixou... Há potencial no futuro. Ponto para a boa música.
Tracklist
1. Gates Of Horn And Ivory
2. My Witness, Your Victim
3. Danse Macabre
4. I Endeavor
5. Faceless Messenger
6. Perpetual Notion
7. A Necessary Evil
8. Architects Hallucinate
9. Disconnect Me
10. The Perfect Embodiment
11. A Gentle Disease
12. Follow The Crossed Line
13. As Above, So Below
Formação
Danny Marino – guitarra
Chris Kells – baixo, back vocais
Simon McKay – bateria, percussão
Pascal "Paco" Jobin – guitarra
Vicky Psarakis – vocais
Porque eu digo e repito: qualquer crítica preconceituosa que você tiver, vai cair ao ouvir o álbum. O Agonist não só não regrediu no som (em termos de qualidade), coisa que muita gente esperava com a saída de Alissa White-Gluz dos vocais, mas como tem um futuro promissor com a Vicky. Mesmo. Embora o álbum não seja a obra prima do death melódico da nova década, é um trabalho sólido, bem produzido, e que deixa você positivamente ansioso(a) pelo futuro do grupo.
Enquanto a crítica apontou em Prisioners alguns elementos black metal, Eye of Providence veio na linha do metal moderno. E eu até prefiro, pra ser sincera. Tem um punch mais metalcore também. A banda soa totalmente renovada, claramente preferindo ficar no terreno mais conhecido -a consistência do som melódico ao invés de ideias mirabolantes- o que foi uma boa escolha. Dar esse "passo para trás" permitiu a banda absorver com sucesso a sua principal mudança, de forma que a Vicky pode se esforçar para causar a melhor primeira impressão. Deu certo.
As estruturas das músicas ficaram mais simples e repetitivas, o que não é uma coisa ruim. O som está razoavelmente acessível, ideal para cativar novos fãs e porque não, resgatar o interesse dos antigos que ficaram pelo meio do caminho. A bateria segue um padrão de ritmo fácil de identificar depois de um tempo, e a produção em todo momento privilegia a simplicidade e a "limpeza" em termos de som.
Mas vamos falar deles: os vocais
Independente da vocalista, o Agonist mostra que a sua principal peça ainda é a voz. Começaram com Alissa White-Gluz, que seguiu os caminhos do Arch Enemy, e agora com a Vicky essa regra sem mantém. Quem é a melhor? Nenhuma das duas. Ambas têm qualidades e não é pecado você gostar das duas.
Eye of Providence tem mais ou menos tem torno de 70% de vocais limpos, o que não me assusta. Vicky (que é grega) não tem experiência anterior com guturais e gritos agudos altos. Então acha que não foi corajoso assumir a frente da banda? Foi e muito. Indo além eu deixo até uma opinião bem pessoal: nem a própria Alissa acertava 100% desse tipo de vocal. Não poucas vezes eu ficava irritada em algumas músicas, sendo que eu sempre gostei mais da voz limpa dela.
Agora que a Alissa entrou para o Arch Enemy, entretanto, a sua voz ficou muito mais agressiva e consistente, afinal o uso de voz limpa na banda é de mínimo a nenhum. Vicky, por outro lado, em vários momentos deixa difícil entender o que ela canta num verso gutural, falta de experiência na pronúncia/dicção que o tempo vai corrigir. Em outros ela vai muito bem e nem parece assim tão iinexperiente
Sobre a voz limpa da Vicky: eu gosto dela por demais. Tem cor, sentimento, um bom alcance é você se apaixona facilmente logo na primeira ouvida, prova disso foi a deve obsessão que eu criei com "Disconnect Me" nas semanas depois do lançamento.
Destaques
"My Witness, Your Victim": é uma música dinâmica que tem a melhor performance do vocal agressivo da Vicky. O começo é épico e eu gosto da forma como a banda conduz a música, que embora seja bem melódica, de delicada não tem nada;
"Faceless Messenger": o que mais me deixou curiosa aqui foi a letra. Seria uma resposta aos trolls e haters da internet? Fica a dúvida registrada. Também tem uma clara reflexão sobre como isso anda afetando os nossos relacionamentos, e nesse ponto.. O Agonist foi mais do que certeiro;
"Disconnect Me": e claro que se eu tanto elogiei essa música, ela seria um dos destaques. Gosto muito do trabalho da bateria aqui, bem embalada. O refrão é a cereja do bolo e vai fazer você repetir a música algumas vezes.
Conclusão
Na semana que a vocalista Vicky Psarakis completou 27 anos de idade, quem ganhou o presente fomos nós. O Agonist está mais interessante e coeso, e ambas as partes se entrosaram muito bem: um precisando de vocalista, a outra precisando de banda. Como o Eye of Providence poderia dar errado?
Ok, ok. Poderia dar errado, mas eu acredito que os dois os lados reconheceram os seus limites, juntaram forças para crescerem juntos, à base de bons riffs de guitarra marcante. O resultado é pesado, melódico e cativante. O female fronted cresce em qualidade porque se essa é a primeira impressão que a nova formação deixou... Há potencial no futuro. Ponto para a boa música.
Tracklist
1. Gates Of Horn And Ivory
2. My Witness, Your Victim
3. Danse Macabre
4. I Endeavor
5. Faceless Messenger
6. Perpetual Notion
7. A Necessary Evil
8. Architects Hallucinate
9. Disconnect Me
10. The Perfect Embodiment
11. A Gentle Disease
12. Follow The Crossed Line
13. As Above, So Below
Formação
Danny Marino – guitarra
Chris Kells – baixo, back vocais
Simon McKay – bateria, percussão
Pascal "Paco" Jobin – guitarra
Vicky Psarakis – vocais




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