Há algumas semanas (2 talvez) o Youtube encerrou o suporte às coleções, uma função que me ajudava muito na hora de garimpar os vídeos novos para o Listão. Isso transformou o meu trabalho num inferno astral, mas o Listão não vai morrer. Ir mais devagar, talvez, mas não morrer. Sendo assim, 'bora pra mais uma rodada de guitarra e bate cabeça?


Iron Savior
Nada como abrir o Listão com um pouco de heavy bem cadenciado, pesado, até cativante. Gosto dessas músicas pra poder apresentar pra quem não é muito familiar ao metal, mas tem certa intimidade com o rock, por exemplo. Elas são mais "calmas" e fáceis de convencer quem ouve a dar uma chance a outras bandas. Os vocais são interessantes, principalmente a alternância entre eles.



Borealis
Essa banda (que eu já citei em outro Listão) faz um mix muito diferente: metal progressivo, mas com vocais limpos mais 'modernos', a exemplo de bandas feito Devil You Know, Five Finger Death Punch e Trivium. O trecho dos 3 mins aos 03:50 mins é delicado, e encerra com um solo relativamente simples, mas bonito e bacana.



Logo na introdução ela é amor a primeira ouvida. Não sei se eu comentei no Listão que saiu o vídeo de "Purgatory", mas a banda aposta nuns teclados que eu também gosto, e que aparecem nos momentos certos de "From The Ashes", deixando o som mais atmosférico e de certa forma, épico. Tem a participação de uma tal de Sarah Dee, que eu também não conheço, mas também gostei. Uma das descobertas mais legais que eu fiz em 2015.




Gloomball
Outra banda que já passou pelo Listão e eu me apaixonei na primeira. O Gloomball faz um metal moderno, acessível, gostoso de ouvir, e o vocalista tem o tipo de voz que me conquista mais fácil, RISOS. Meio rasgada, equilibrando agressividade e emoção sem nenhum esforço. Outra das descobertas mais legais que eu fiz em 2015.




Helloween
Eu sei que muita gente venera o Michael Kiske, e com razão. Respeito isso, mas eu gosto demais do Andi Deris. O casamento entre a voz dele e o som do Helloween deu muito certo, e "Stay Crazy" reforça a qualidade da união, com aquele toque catchy e fácil de cantar junto, guitarras trabalhadas e uma atmosfera quase que divertida, se você analisar com calma.



Kataklysm
Criei um carinho quase instantâneo por bandas que fazem heavy metal melodioso, mas sem frescura. E se você curte exatamente isso - som bruto, direto, mas com certo groove e melodia, "Thy Serpents Tongue" do Kataklysm é feita pra você. O destaque fica por conta da bateria nervosa que dá um verdadeiro show, marcando um ritmo frenético com começo ao fim.





Battlecross
Fico super feliz de ver uma banda antes bastante desconhecida ficando cada vez mais popular. Conheci o Battlecross por acaso, procurando novidades no Youtube. "Not Your Slave" também segue a linha do metal sem frescura, com um mix de high pitched screams e guturais aqui e ali. É uma boa combinação, e a forma como a banda conduz a melodia lembra de leve o Lamb of God.



Memphis May Fire
Já aviso: os vocais limpos são irritantes. A parte gutural (que nem é tão gutural assim), entretanto, até que compensa. A melodia é ok, nada tão oh que inédito, com seus momentos meio pesados. Só não tirei o vídeo do Listão porque a letra da música traz uma mensagem bacana sobre a geração atual de jovens, ignorados, e com tanta vontade de serem ouvidos. Tema mega importante.



Emarosa
Mais uma dessa pérolas que eu vou achando por aí. Tem dias que eu gosto de ouvir mais metal sem frescura (você viu no começo do post, risos), mas tem dias (feito hoje) que eu fico mais interessada nesse som mais... Emotivo, com vocais mais cristalinos e melodia 'alternativa'. Quase lembra Linkin Park, mas sem a parte rap.



Virgin Steele
Nem só de pérolas vive o Listão, mas de alguns clássicos também. Quer um power/heavy cadenciado, guitarras nervosas e vocais a estilo quebra-taça-de-cristal? A nova música do Virgin Steele é a boa pra você. Apesar do meu caso de amor e ódio com o power metal, gostei da música, principalmente do refrão, com uns agudos brabos, e da ponte (a estrofe antes do refrão).



Animals As Leaders
Já faz uma eternidade que eu queria ouvir essa banda (que tem sido bem elogiada) e não conseguia. É mais um nome da nova geração do metal progressivo que faz bonito, que foca apenas no instrumental (eles não tem vocalista) e que não é massante de ouvir, um medo/crítica que muita gente faz às bandas de metal progressivo (e em alguns casos com razão). Novo nome na eterna lista de Coisas pra ouvir mais tarde? Pelo visto sim.



"Kalimba" tem tudo pra ser tão boa quanto, pena que é só um teaser da depressão que não revela muito do som. E quem tiver óculos 3D em casa, veja o trailer com eles, porque dizem que melhora a experiência de assistir o vídeo.




Pellek
Já esgotei a minha cota de elogios feitos ao Pellek. Fiquei super feliz quando eu vi o vídeo do cover de "Carolus Rex", uma das melhores músicas do Sabaton, que você também sabe que eu adoro. Mas, qual foi a minha surpresa? Ele gravou a versão em sueco! Pellek é uma espécie de Jack Bauer do metal, RISOS.



The Vintage Caravan
Outro Listão que tem a presença do The Vintage Caravan. O nome dos caras é vintage não por acaso, mas não se engane: apesar da vibe 'antiga', o som não tem cheiro de museu. Ele esbanja muita energia, o que é ótimo, ainda mais por vir de uma banda nova (prestes a lançar o terceiro álbum), mostrando que a nova geração de bandas tem qualidade sim, diferente do que os saudosistas viúvos pensam.




Unleash The Archers
Outra banda que eu já tinha falado antes num Listão, mostrando o preview do clipe que agora saiu na íntegra. E ele impressiona, mas pela música do que o vídeo em si, RISOS. Esse não é ruim, mas é que a performance da banda chama bem mais a atenção, principalmente da vocalista Brittney Slayes, que tem uma voz deveras potente e com alcance de respeito. Os agudos então.. Daquelas músicas de amor a primeira ouvida.


E o preview do álbum "Time Stands Still" também me deixou interessada e Deus do céu, quando eu digo que a lista do Coisas pra ouvir mais tarde só aumenta eternamente, não é brincadeira. Mulheres no power metal já não é algo que assuste, mas a experiência de conhecer uma vocalista fora do clichê pseudo lírico ainda chama a atenção. Ah! Destaque para os guturais que surgem lá e cá.



Powerwolf
Finalmente! Duas músicas novas do Powerwolf, que vieram matadoras do jeito que eu esperava e queria. O instrumetal é sempre forte e pesado, muito apoiado nos teclados, mas o que eu mais gosto na banda é o vocalista Attila Dorn. Esse dá curso de doutorado quando o assunto é cantar e deixar a concorrência no chinelo, e se deixar o cara brilha até cantando Parabéns-pra-você, se deixar.

Outro aspecto que eu gosto na banda são as letras, misturando religião e histórias de lobisomens, mito dark, um pouco de horror, por isso as letras do Powerwolf causam confusão pra quem nunca viu a banda antes, mas quando você pesquisa, lê umas letras e procura umas Wikis da vida, vê que a banda é menos ofensiva do que o visual diz que é.

E eu respeito a forma como a banda equilibra os 3 tópicos: ela foge dos clichês do black metal (por exemplo), faz ironias, mas ao invés de fazer uma crítica hurr durr, você consegue sentir o sarcasmo das músicas, colocando o Powerwolf mais como um livro de história: ela conta os fatos e cada um tira as próprias conclusões. Se elas forem idiotas, a culpa é 100% sua.




Arcturus
Sempre tenho 50 pés atrás com bandas de black metal, ou que tenham origem em alguém relacionado ao black metal, o que é o caso do Arcturus, banda formada pelo ex-baixista do Dimmu Borgir, ICS Vortex. Embora eu mesmo assim meio que já vinha que de olho nela por causa do Spotify, onde eu descobri a banda.

Mas, porém, entretanto, contudo, todavia, eu fiquei deveras impressionada com o preview do álbum Arcturian. Mesmo. Puxado pra uma fusão entre metal progressivo e avant-garde, e super bem trabalhada com muitos efeitos de todo tipo (eletrônicos, sinfônicos), que me chamou a atenção positivamente mais do que qualquer coisa já feita pelo "Dimmu".




Tarja
Sempre me escorre uma lágrima de orgulho ao falar da Tarja, que saiu de um Titanic afundando e tornou-se uma artista completa, independente e a melhor parte: feliz. Recentemente ela passou por mais um rompimento com o Mike Terrana deixando o projeto Beauty And The Beat, mas, a história já tem mostrado que a Tarja entende de dar a volta por cima. Vide mais esse trailer do DVD Luna Park Ride.

E é nessa classe que eu encerro mais um Listão.