Hoje vou começar uma pequena série de 3 Monday Metal sobre os clipes proibidos, aqueles que a blogueira que vos fala não gosta de assistir nem em troca de barras de ouro que valem mais do que dinheiro.

Nota: não que sejam "proibidos" por serem clipes ruins, ao contrário, e sim porque me orgulho de ter o emocional equivalente a um pote de margarina em dia de verão.

Começamos então com "Until My Last Breath" da Tarja.

A faixa, parte do álbum What Lies Beneath (2010), tem a letra niditamente influênciada/inspirada no lendário rompimento com o Nightwish, e eu diria até que a inspiração foi um esforço de pôr o sentimento para fora e seguir em frente. A música é uma das que eu mais gosto do disco, porém são os seus clipes que realmente me chamam a atenção.

Until My Last Breath ganhou 2 versões. A dita "versão II" tem um conceito menos simples que a "versão II", mas ainda assim não é tão rebuscado, e cria uma conexão perfeita entre música e vídeo: Tarja aparece num bar tranquilo e vazio tocando piano, deixa o local.

Em seguida um jornal finlandês entra com requintes de Plantão da Globo para anunciar que uma fatalidade tirou a finlandesa de nós. Ao longo do vídeo vemos então uma retrospectiva da carreira de Tarja pré-What Lies Beneath, alternada com a movimentação dos fãs para comprar o álbum, a organização de um show de homenagem, e quem lembrar de Michael Jackson não se espante. Também foi uma inspiração.

O vídeo explora ao máximo a carga emocional da ideia, causa certa agonia ao assistir, pois produziram algo bastante convincente. E por que mesmo assim eu gosto dele? Por causa dessa conexão. Until My Last Breath II explica de forma fantástica a mensagem do refrão: o peso causado pela ausência da vocalista, sempre alvo de críticas. Até o figurino reforça isso.

É uma analogia excelente e um dos melhores vídeos da sua carreira solo.


Letra

Cannot cry it loud enough
I'm giving up this ghost
How can I still justify
When you deny my voice
In this nothing I am not allowed
I just follow alone
Words as weapons without a sound
Echoes dying unborn
Until my last breath
You'll never know
Until you feel the silence
When I am gone
Now it's vanishing
Everything
What we might have been
Only now your prays
Call my name
But you won't see again
Who can change this memory?
Inside it needs to burn
Worship by the enemy
The guilty take their turns
Watching as it's disappearing
Shadows all that remain
Wishes slowly crossing over
In this parade of pain
Until my last breath
You'll never know
Until you feel the silence
When I am gone
Now it's vanishing
Everything
What we might have been
Only now your prays
Call my name
But you won't see again
Until my last breath
You'll never know
Until you feel the silence
When I am gone
Now it's vanishing
Everything
What we might have been
Only now your prays
Call my name
But you won't see again