Bem antes de a cultura nórdica se tornar febre graças a Hollywood (numa versão razoavelmente adaptada), o Amon Amarth já defendia a causa mundo afora. Os suecos estão num seleto grupo de bandas que veste de fato a camisa dos temas que toca, se comportando praticamente como vikings dos dias atuais.

Sem contar que dificilmente você verá um bate cabeça tão épico quanto o deles.

Amon Amarth - Runes to My Memory

A banda foi dessas que eu insisti demais em não ouvir, pois sempre pensava em como diabos gostar de algo tão brutal e sem o mínimo de melodia. Na verdade eu ainda era obcecada com o conceito de metal melódico, pois uma vez sendo da escola Stratovarius/Angra, demorei até mudar de opinião.

Quem quer ser transportado para Asgard? Ouça um disco dos caras ao menos uma vez. Eu fiz minha estreia com Twilight of The Thunder God, por pirraça de não querer nada com o genérico Marvel-esco do deus trovão, gostei, sobretudo por achar os três pontos que passaram a me interessam mais de uns tempos pra cá: peso, história, e vocais brutos.

(Ah, a ironia)

O pioneiro

Johan Hegg é dono de um dos melhores guturais da cena, carrega consigo o chifre que pode ser usado sem problema para uma rodada de hidromel, além do sorriso por detrás da barba que renderia um papel imediato na série do History Channel.

Vikings são legais. Assim também é o Amon Amarth, que traduz perfeitamente o sentimento do campo de batalha, das valquírias, das tramas de Loki, os ataques de Surtur, e já que é difícil escolher uma ou duas músicas, a gente fica com o show na íntegra que a banda realizou no Rock am Ring desse ano. Imperdível.