Ars Musica é um disco ao mesmo tempo leve e intenso. Marcado por belas orquestrações e letras sempre bem pensadas, é mais um passo na carreira do Dark Moor para firmar-se como principal nome do heavy metal espanhol.
Já faz um tempo desde a primeira vez que ouvi o grupo, por indicação de um ex-colaborador do Hardmetal Brasil. Ouvi então discos novos e antigos, li sobre a história das letras e me apaixonei aos poucos, mesmo sabendo que tudo girava em torno do velho clichê melódico/sinfônico.
Depois do lançamento de Ancestral Romance (2010) eu não sabia o que esperar, até porque o excesso de informação musical fez com que o Dark Moor caisse no meu esquecimento. É, não me orgulho, mas é algo que acontece bastante. Imaginem então a surpresa de saber que os espanhóis estavam prestes a lançar um novo material.
O disco eleva a um nível superior os elementos que tornaram a banda conhecida: animação, paixão, o épico, a modernidade e a história. Além disso temos a produção impecável de Luigi Stefanini, que trabalhou com o grupo no New Sin Studios (Itália) e transformou as 11 músicas praticamente em uma suíte, que você ouve sem ficar de saco cheio, sem sentir o tempo passar.
E ainda existe o motivo que me faz gostar do Dark Moor: a origem das letras das músicas. Se por um lado o som pode ser taxado de previsível, as letras são criativas e inteligentes, pois em sua maioria são inspiradas em poemas, livros ou fatos históricos, o que torna a banda uma excelente fonte de conhecimento para os nerds do metal!
Segue abaixo a relação entre letras e inspirações:
First Lance of Spain: fala sobre Don Diego de Léon, militar espanhol que serviu ao exército e tornou-se capitão aos 17 anos, e era conhecido por Primeira lanza del reino;
El Último Rey: fala sobre Boabdil, último rei do Reino Nasrida de Granada;
Gara & Jonay: reconta a lenda de Gara e Jonay, uma das narrativas mais importantes das Ilhas Canárias;
St. James Way: conta a história do Caminho de Santiago, famoso por ser o local onde foram encontrados os restos mortais do apóstolo São Tiago, na que hoje é a cidade de Santiago de Compostela;
Asturias: versão pesada de Asturias, música do compositor, pianista e dramaturgo espanhol Isaac Albéniz.
The City of Peace: o que mais chama a atenção aqui são os instrumentos além de guitarras e bateria, que fazem a música ganhar um tom meio hispânico, meio latino. Desde a primeira audição é impossível resistir a vontade de cantar o refrão;
Living In a Nightmare: aqui a melodia é intensa, com pegada mais puxada para o power metal. Se ouvida com os olhos fechados é possível imaginar uma cena digna de longa metragem com um navio a deriva no mar, no meio de uma tempestade.
Alfred, alías, tem um vocal extremamente agradável: ele não é grave, agressivo ou agudo demais, chegando a se parecer muito com Tommy Karevik do Kamelot, exceto pela diferença de ter um gostoso sotaque espanhol. Um disco mágico, e altamente recomendado.
Formação
Alfred Romero - vocais
Enrik Garcia - guitarras
Roberto Cappa - bateria
Mario Garcia - baixo
Tracklist
1. Ars Musica
2. The First Lance Of Spain
3. This Is My Way
4. The Road Again
5. Together As Ever
6. The City Of Peace
7. Gara & Jonay
8. Living In A Nightmare
9. El Último Rey
10. Saint James Way
11. Asturias
Depois do lançamento de Ancestral Romance (2010) eu não sabia o que esperar, até porque o excesso de informação musical fez com que o Dark Moor caisse no meu esquecimento. É, não me orgulho, mas é algo que acontece bastante. Imaginem então a surpresa de saber que os espanhóis estavam prestes a lançar um novo material.
O disco eleva a um nível superior os elementos que tornaram a banda conhecida: animação, paixão, o épico, a modernidade e a história. Além disso temos a produção impecável de Luigi Stefanini, que trabalhou com o grupo no New Sin Studios (Itália) e transformou as 11 músicas praticamente em uma suíte, que você ouve sem ficar de saco cheio, sem sentir o tempo passar.
E ainda existe o motivo que me faz gostar do Dark Moor: a origem das letras das músicas. Se por um lado o som pode ser taxado de previsível, as letras são criativas e inteligentes, pois em sua maioria são inspiradas em poemas, livros ou fatos históricos, o que torna a banda uma excelente fonte de conhecimento para os nerds do metal!
Segue abaixo a relação entre letras e inspirações:
First Lance of Spain: fala sobre Don Diego de Léon, militar espanhol que serviu ao exército e tornou-se capitão aos 17 anos, e era conhecido por Primeira lanza del reino;
El Último Rey: fala sobre Boabdil, último rei do Reino Nasrida de Granada;
Gara & Jonay: reconta a lenda de Gara e Jonay, uma das narrativas mais importantes das Ilhas Canárias;
St. James Way: conta a história do Caminho de Santiago, famoso por ser o local onde foram encontrados os restos mortais do apóstolo São Tiago, na que hoje é a cidade de Santiago de Compostela;
Asturias: versão pesada de Asturias, música do compositor, pianista e dramaturgo espanhol Isaac Albéniz.
- Destaques
The City of Peace: o que mais chama a atenção aqui são os instrumentos além de guitarras e bateria, que fazem a música ganhar um tom meio hispânico, meio latino. Desde a primeira audição é impossível resistir a vontade de cantar o refrão;
Living In a Nightmare: aqui a melodia é intensa, com pegada mais puxada para o power metal. Se ouvida com os olhos fechados é possível imaginar uma cena digna de longa metragem com um navio a deriva no mar, no meio de uma tempestade.
- Conclusão
Alfred, alías, tem um vocal extremamente agradável: ele não é grave, agressivo ou agudo demais, chegando a se parecer muito com Tommy Karevik do Kamelot, exceto pela diferença de ter um gostoso sotaque espanhol. Um disco mágico, e altamente recomendado.
Formação
Alfred Romero - vocais
Enrik Garcia - guitarras
Roberto Cappa - bateria
Mario Garcia - baixo
Tracklist
1. Ars Musica
2. The First Lance Of Spain
3. This Is My Way
4. The Road Again
5. Together As Ever
6. The City Of Peace
7. Gara & Jonay
8. Living In A Nightmare
9. El Último Rey
10. Saint James Way
11. Asturias




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