Depois que deixou o Stratovarius, Timo Tolkki iniciou projetos que tiveram vida curta, lutou para tratar o transtorno de bipolaridade do qual sofre, e quando todos apostavam na sua saída da cena, surgiu a notícia: ele voltaria com um novo projeto. Assim nasceu The Land of New Hope, o sólido debut de Avalon.


O álbum é parte da trilogia que fala do planeta Terra em 2055, onde as grandes cidades foram destruídas por tsunamis, terremotos e fogo. É aí que entra um pequeno grupo de sobreviventes, que parte em busca do lugar sagrado conhecido como a Terra da Nova Esperança, um conto de fadas contado através dos anos, no qual poucos acreditam.


A medida os fatos se desenrolam eles descobrem que o lugar de fato existe, porém é protegido por um guardião, e apenas os puros de coração podem passar por ele. Mais uma vez crescem as dúvidas sobre o destino final de suas vidas.


Um épico clichê que poderia ser estrelado por Tom Cruise, não acham?


Há quem acuse Timo de pouca criatividade com a criação de Avalon, porém eu vejo a polêmica de outra forma. O heavy metal tem músicos experts em criar, mudar, e inventar. Por outro lado, o heavy metal também tem músicos experts em trabalhar a mesma fórmula, e o guitarrista é um deles.


The Land of New Hope explora uma sonoridade que remete ao Stratovarius dos anos 90, graças a aura progressiva e heavy, e o próprio Tolkki admitiu isso em entrevista. Entretanto, há o acréscimo de melodias sinfônicas que criam o clica cinematográfico, além de toda a estrutura que dá a Avalon o corpo de um Metal Opera propriamente dito. Recomendo a leitura desse nosso post como curiosidade sobre o assunto.

  • Destaques
Avalanche Anthem: uma faixa de abertura fantástica que une o power metal às orquestrações, uma cenário apocalípitco e toques progressivos. A voz que canta "Avalon, Avalon" ao fundo é um pequeno detalhe que torna a música ainda mais interessante;

A World Without Us: a bateria rápida do refrão e guitarras virtuosas ao longo da música são empolgantes e bem marcantes, e a voz de Russell Allen mais uma vez arrancou lágrimas da vossa blogueira porque afinal de contas.. Russell Allen é divo;

Enshrined In My Memory: das dez músicas é a que mais facilmente gruda na cabeça. Pesada e muito melodiosa, abre terreno para a performance de Elize Ryd, diferente de tudo o que ouvimos até então no Amaranthe (num sentido bastante positivo). Foi uma ótima escolha para ser o primeiro single.

  • Conclusão
Não vou negar: The Land of New Hope é bem genérico. Mas o que esperar de Timo Tolkki, que viveu a vida dedicada ao power metal? Aos aguardavam por um bom material, com uma história atual, interessante, e vocalistas ilustres, podem ouvir sem medo. Aos que aguardavam por um novo Avantasia ou cópias de álbuns antigos do Stratovarius, é melhor nem chegar perto.


Torço para que Avalon continue e renda frutos, pois o projeto tem o potencial que Revolution Renaissance e Symfonia não tiveram para sobreviver. Ou ao menos essa é a minha expectativa.



Formação
Timo Tolkki - Guitarra, baixo
Jens Johansson - Teclados
Derek Sherinian - Teclados
Mikko Härkin - Teclados
Alex Holzwarth - Bateria

Vocalistas Convidados:
Russell Allen (Adrenaline Mob, Symphony X)
Elize Ryd (Amaranthe, Kamelot)
Rob Rock (Impellitteri)
Tony Kakko (Sonata Arctica)
Sharon Den Adel (Within Temptation)
Michael Kiske (Unisonic, Kiske / Somerville)


Tracklist
1. Avalanche Anthem
2. A World Without Us
3. Enshrined in My Memory
4. In the Name of the Rose
5. We Will Find a Way
6. Shine
7. The Magic of the Night
8. To the Edge of the Earth
9. I’ll Sing You Home
10. The Land of New Hope