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| Poderia a academia formar o Judas Priest do século atual? |
Anda circulando pelos sites uma notícia que até parece mentira, mas não é: recentemente foi criado um curso de graduação exclusivamente voltado para o nosso velho e querido banco heavy metal. Quem assumiu a bronca é a faculdade NCN de Nottingham (Inglaterra), e a ideia é oferecer um curso de dois anos de duração para formar músicos, compositores e professores de música com foco na música pesada.
Today internete, we made history.
Eu adoro a ideia de que alguém, nessa esfera azul que a gente chama de água tenha tomado a iniciativa, ainda mais por se tratarem de britânicos, que possuem um passe VIP ad eternum na história do metal. Em tempos onde a cultura de massa bate de frente com a formação de tribos e nichos cada vez mais complexos, é muito interessante ter mais um apoio para ajudar na defesa da causa metalhead.
Só que aí vem a pergunta: isso pode mecanizar o processo de surgimento de novos rockstars?
A resposta é a mais batida de sempre: sim e não. Por muito tempo eu acreditei que o feeling de fazer o hit que marca a vida de uma geração não nasce das teorias, dos livros e das explicações dos professores, e rejeitei sumariamente cada vocalista ou músico que eu descobria ser graduado em música. Em parte o argumento não está errado, porém a vida me mostraria isso de uma forma bem particular.
No momento em que comecei a ouvir o After Forever, o argumento do parágrafo anterior voou janela afora. Me apaixonei pela voz da Floor, pela sua versatilidade, força, e pasmem as senhoras e senhores, por ser deveras emocional.. Sim, a professora de canto sabia (e sabe) conciliar os dois lados da moeda como poucas pessoas. Ouçam Strong e chorem comigo.
Daí em diante passei a olhar os músicos de heavy metal (e da música em geral) de uma maneira completamente diferente, concluindo que que tanto os estudados feito Floor, Tarja Turunen ou Roy Khan, e os não estudados feito Sharon den Adel, Ronnie James Dio ou Bruce Dickinson, são capazes de fazer muita coisa, seguindo apenas por caminhos diferentes uns dos outros.
Ser um vocalista ou músico graduado é ótimo para saber quais desses caminhos seguir, saber explorar mais do seu potencial, a como cuidar da voz, algo que quando se aprende na marra é bem mais complicado e/ou demorado. E se ele ou ela souber achar o equilíbrio entra a técnica e o feeling, é só correr pro abraço.
O video que me converteu em fã do After Forever. Difícil resistir, fácil de entender.
E por que não abrir o curso para outros profissionais?
Fiquei feliz e chateada com a ideia da graduação em heavy metal. Se por um lado estamos ganhando forças, popularidade, vendo boas bandas surgirem e marcando presença em diversos festivais, um curso dedicado ao heavy metal poderia ir além, poderia mudar o mundo caso fosse oferecido para carreiras estratégicas que pudessem se aproveitar das lições.
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| Eddie Trunk: o jornalista e guru-do-metal que apresenta o programa That Metal Show |
Sabemos que o heavy metal sempre foi incompreendido e mal explorado, pois é um mercado carente de gente disposta a trabalhar com ele, e nem precisamos ir longe para ver isso quando olhamos para o próprio Brasil. Um curso de heavy metal seria a pós graduação dos sonhos para jornalistas, relações públicas, promotores de eventos, cineastas, e porque não, publicitários interessados em fazer carreira entre os trues.
A vossa blogueira (e publicitária quase formada) seria a primeira a entrar numa dessas.
É por isso que onde uns enxergam desperdício de tempo, eu enxergo uma oportunidade de mostrar que o heavy metal apesar dos mais de oito mil defeitos que tem, é um patrimônio cultural digno de chegar ao mundo acadêmico, sim senhores. A quantidade de informação que temos espalhada por aí é de deixar até o metalhead mais hardcore impressionado.





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