Faz um longo tempo que não apareço aqui. É a vida da gente chega numa fase em que torna-se obrigatório escolher algo para dar foco, e embora eu goste muito do Hardmetal Brasil, a série de problemas universitários que eu atravessei me levou a pedir um tempo daqui. Mas aos poucos vou tentar me fazer presente, começando então por mais um review.
Embora eu conheça um pouco das biografias e seus principais nomes, sou ligeiramente leiga em questão de ouvir thrash e groove metal, até porque nunca foram as vertentes do metal que mais me interessaram. Entretanto, seguindo o lema do 2011 de "sair zona de conforto musical", inventei moda mais uma vez.
Minha curiosidade foi atiçada quando li comecei a ler sobre a vinda do Machine Head ao Brasil, pois vocês sabem, apesar de não me aprofundar em todos os assuntos metálicos, leio de tudo um pouco quando é pertinente. Comecei então a pesquisar, e descobri via Last.fm o grau de semelhança com uma de minhas bandas favoritas recentes (Trivium), o que foi suficiente para me incentivar a ouvir a banda de Robb Flynn.
Gastei meu tempo entre músicas, clipes e leituras até decidir ouvir o Unto The Locust, e mais recentemente decidir aproveitá-lo para fazer essa resenha e o meu quase-retorno ao blog.
No geral, Unto The Locust é um cd curto, conta com apenas sete faixas, porém nenhuma delas tem menos de cinco minutos de duração - Be Still And Know por exemplo tem 5:43 minutos. As músicas são agressivas em termos de melodia, vocais, letras, até mesmo pela capa conforme se nota. Não é um tipo de álbum easy listening, ou ao menos para mim não foi. São faixas repletas de passagens rápidas (tipicamente thrash), quebras de ritmo, momentos acústicos, momentos para cantar junto e um excelente groove.
A abertura -I Am Hell (Sonata in C#)- inicia com um interessante coro em latin (Sangre Sani), dando espaço para riffs densos, e não demorando muito para evoluir para o ritmo corrido-thrash-metal. Robb canta de maneira bem rasgada, rápida, mas que em outras músicas deixa seu timbre ser mais melódico e bonito.
- Destaques
Locust - a quarta faixa inicia com um groove envolvente, atmosfera sombria e apocalíptica, a trilha sonora perfeita para o fim do mundo. Robb então se destaca novamente com sua voz até ganhar a companhia do baixista Adam Duce nos backs vocais, quando finalmente explode o refrão pegajoso e cativante. Vale dizer que apesar do clima de fim de mundo, o guitarrista Phil Demmel explicou em entrevista que a metáfora do gafanhoto difere do sentido mais conhecido. Vocês podem conferir aqui, vale a pena.
Darkness Within - essa é uma espécie de balada com começo sutil, acústico, mostrando o um Robb Flynn mais melodioso, conforme falei acima. A música conta com uma boa cadência e considero a mais fácil de ouvir dentre as sete. Aqui o destaque é principalmente a letra.
Se você metalhead estiver buscando um álbum para ampliar o seu leque musical, Unto The Locust é uma boa opção. Tempos atrás eu não cogitaria ouvir algo do tipo, seco, pesado e "feio" se compararmos como outras vertentes e bandas, porém o tempo passa, as visões mudam, e esse processo pode terminar em descobertas positivas. Cabe a você não ser preguiçoso e correr atrás delas.
Tracklist
1. I Am Hell (Sonata In C#)
2. Be Still And Know
3. Locust
4. This Is The End
5. Darkness Within
6. Pearls Before The Swine
7. Who We Are



0 Comentários
Deixe seu recado! Mas lembre que spams, ofensas e comentários anônimos não serão aprovados.