Minha maneira mais básica de conhecer novas bandas até hoje é a pesquisa: Wikipédia, Last.fm, sites oficiais, de fã clubes..Tudo que for pertinente. Embora exista uma parcela razoável de metalheads no Brasil, é discutível o espaço recebido pela mídia geral, exceto por algumas iniciativas como o programa Stay Heavy e recentemente o jornal Leitura Dinâmica, sempre divulgando uma notícia ou reportagem relacionada. Amigos metalheads? Atualmente não tenho mais contato pessoal com eles, então o meu computador é a minha bússola mesmo.

Uma dessas -várias- bandas que conheci ao longo do processo foi o Stratovarius, bem como descobri o que era o metal melódico. Som que pode ser corrido como o speed metal, marcado por bumbos duplos, guitarras rápidas ou mais harmônicas, além das duas principais características: o amplo uso de teclados e os vocais limpos ou mais rasgados, porém sempre capazes de obter notas altas (com agudos) e mantê-las por um longo tempo. No caso do Stratovarius também há a influência da música clássica.

Infinite foi um álbum que escolhi aleatoriamente, curiosa pela capa. Um critério estranho que eu frequentemente uso. Musicalmente falando, o que me chamou a atenção logo de cara foi Hunting High and Low: música simpática, de atmosfera positiva (assistindo ao clipe isso se comprova) e que sempre me anima. Por outro lado o disco conta com faixas bem mais pesadas como Millenium e a minha segunda favorita - Infinity, um épico bem cadenciado e com mais de 9 minutos de duração.

E assim alterna-se do começo ao fim, entre o peso e a calma. Os solos do ainda presente Timo Tolki, os bons teclados de Jens e os vocais de Kotipelto são destaque. Esse, aliás, sempre foi relativamente agradável de ouvir (opinião pessoal, obviamente), fugindo um pouco do fantasma que assombra os vocalistas de power metal: o risco de soarem enfadonhos, motivo que me afastou da vertente durante um tempo, embora eu sempre tenha gostado das melodias "intensas e poderosas".

Do restante da tracklist eu destaco além das já citadas a cantante A Million Light Years Away e a mais lenta, Mother Gaia. Não é estranho dizer e entender que a temática gire em torno do cosmos e o universo, o que facilmente se percebe dado o nome do registro e o símbolo de infinito (!) que estampa a capa.

Embora o power metal tenha caído em muitos lugares comuns que me incomodam, é a velha história: todo gênero musical possui imperfeições, umas com as quais você consegue lidar, e outras que não. Na dúvida pare de ouvir um pouco, procure outras novidades ao invés de insistir em críticas chatas e repetitivas, que em muitas vezes não acrescentam nada construtivo (porque críticas construtivas são sempre bem vindas, claro).

Eu, embora não seja uma fã de carteirinha oficial do Stratovarius, digo sem problemas: tenho um carinho especial pelo Infinite.

● Tracklist:
1. Hunting High and Low - 4:08
2. Millennium - 4:09
3. Mother Gaia - 8:18
4. Phoenix - 6:13
5. Glory of the World - 4:53
6. A Million Light Years Away - 5:19
7. Freedom - 5:03
8. Infinity - 9:22
9. Celestial Dream - 2:31